sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Boa tarde galera, e aí tudo tranquilo?!

Hoje vamos falar um pouco sobre a reabilitação.
 Bom, a reabilitação é um processo em que o usuário é orientado para se tratar psicologicamente e fisicamente. Para um usuário se reabilitar ele tem que reconhecer o que se passa e assim virar paciente de uma clinica e se tratar.
Histórias de usuários são sempre chocantes, onde eles caiem nessa vida em pouco tempo e perdem tudo tão rapidamente que não percebem que suas vidas estão sendo destraçadas. Todos os relatos tem diferenças, mas percebemos que em todos eles mergulham na desgraça, onde tem perda total de sua vida em que o mais importante é o próximo baseado ou a próxima pedra. Perdem amigos, família, emprego, onde os mesmos sofrem e passam por tudo juntos.
Não demora muito para que um usuário destrua sua vida ou até mesmo morra e isso tudo,segundo os dados, não chega a 5 anos.
Os "craqueiros" são os que mais ocupam os centros de reabilitação, por ser a droga mais acessível. 
No depoimento a seguir Angelo Pugliese conta como foi sua vida depois de conhecer o crack até sua reabilitação.
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“Depois de uma década usando cocaína, conheci o crack em 2007, quando tinha 27 anos. Não sentia vontade de fazer mais nada a não ser usar a droga. Fumava inclusive no trabalho. Nessa época, eu morava em Itu (SP) e era técnico em uma fábrica de sucos. Consumia trinta pedras num dia. Gastava de 5 a 10 reais em cada uma. Cheguei a estourar o cheque especial em cerca de 7 000 reais.
Como faltava muito ao emprego, fui demitido e minha família me internou numa clínica. Fugi depois de três dias. Quando voltei para casa, meu irmão e minha mãe me expulsaram (o pai deixou a família quando ele tinha 11 anos). Fui morar com um primo em Guarulhos. Não demorei muito para frequentar a Cracolândia. Ali, vivia perambulando pela rua e conseguia dinheiro como flanelinha. O mais importante era fumar e acalmar a fissura.
Depois de dois meses em São Paulo, voltei para minha casa em Itu. Peguei um cartão de crédito e comprei umas coisas nas Casas Bahia para trocar por droga. Nesse dia de paranoia, tomei álcool com energético misturado a várias drogas. Com raiva do meu irmão, que tinha me expulsado de casa, tentei matá-lo. Fui levado para a delegacia e depois me senti muito envergonhado. Decidi então me internar. Fiquei 52 dias e acabei de deixar a clínica (ele saiu no último dia 18).
Estou limpo há dois meses e arrumei um emprego como vendedor numa loja de motos. Por saber que tenho uma doença progressiva, incurável e fatal, frequento reuniões de grupos de dependentes anônimos. Não me considero recuperado, mas sim em recuperação. O mais importante é que meu irmão me perdoou.”
                                                                                                            
                                                                                               Angelo Pugliese, 29 anos, vendedor



Chega um ponto que é facilmente identificar quando o usuário precisa ser internado na reabilitação,por exemplo o abuso de drogas compulsivo;desenvolvimento anormal das atividades educacionais e sociais e na esfera vocacional e legal;perigo iminente para a saúde mental ou física do paciente;conduta anti-social persistente;fracasso do tratamento ambulatorial;alterações psicopatológicas que requerem controle da conduta e/ou medicação;com contenção familiar e residência próxima, tratamento em Hospital-Dia. Sem estas condições, em Comunidade Terapêutica.Quando essas características são observadas no usuário,é recomendado ser internado na clinica de reabilitação.
Existem também algumas prevenções por exemplo: Estabelecer um consenso familiar sobre o uso de substâncias;Estabelecer penalidades pelo não-cumprimento das regras;dedicar algum tempo diário para conversar com os filhos a respeito do que está se passando em suas vidas, como se sentem e o que pensam;Ajudar os filhos a definirem objetivos pessoais;Conhecer os amigos dos filhos;Ajudar os filhos a sentirem-se bem com suas próprias qualidades e com seus pequenos ou grandes êxitos;Deve haver um sistema estabelecido para a resolução de conflitos;Falar freqüentemente e muito cedo com os filhos a respeito de seu futuro; Deve-se desfrutar dos filhos;Ser um pai/mãe "intrometido" .Essas dicas ajudam a identificar e prevenir que seus filhos se percam no mundo das drogas.

Espero que tenham gostado do nosso blog. Ficamos por aqui! 

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